Tik Tok e Youtube são as plataformas que mais coletam dados dos usuários


Entre todos os apps de mídia social, TikTok e YouTube são os que mais coletam e rastreiam dados pessoais de seus usuários, revelou estudo da empresa de marketing URL Genius publicado em 20 de janeiro.


No caso do YouTube, que está sob o guarda-chuva do Google, os rastreadores são utilizados, em sua maioria, para mecanismos próprios para alimentar o mecanismo de pesquisa a partir do histórico e configurar anúncios personalizados. Entretanto, no caso da rede chinesa, a maior parte dos rastreadores são de terceiros. Em outras palavras, não é o próprio TikTok que está usando esses recursos e, assim, fica muito mais difícil de saber onde e por quem eles estão sendo utilizados.

“Atualmente, os consumidores não conseguem ver quais dados são compartilhados com redes de terceiros ou como seus dados serão usados”, disseram os autores do estudo à reportagem da CNBC, que não conseguiu declarações do YouTube ou do TikTok.


O relatório veritificou ainda que esse rastreadores podem continuar ativos mesmo que as pessoas já tenham saído dos aplicativos. A URL Genius utilizou o recurso de Record App Activity do iOS para listar quais e quantos domínios estão de olho em suas ações em dez diferentes redes, incluindo Twitter, Telegram, LinkedIn, Instagram, WhatsApp e outros. Na média, os apps trabalham com dois rastreadores próprios e quatro de terceiros.


No Telegram, a proporção de terceiros também é grande, já que não usa mecanismos próprios. Facebook e Snapchat também, mas são menos agressivos, contabilizando apenas um domínio.

No caso do YouTube, eram dez rastreadores próprios, contra quatro de terceiros. Já no TikTok a proporção era de 13 de terceiros para apenas um da empresa.


Textos, como o publicado no portal Wired em outubro, já detalharam como o app chinês coleta informações e infere — tal como o Google — informações do usuários como características pessoais, idade e sexo a partir de localização, histórico de pesquisa, endereço IP, além dos vídeos e do tempo que o usuários gasta em cada um deles.


Nas políticas de uso, a empresa diz que pode compartilhar os dados com sua empresa-mãe, mas há desconfiança de que dados privados acabem parando em servidores chineses.


Fonte: Tudo Celular



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